A Delegação de Atividades e o Sucesso nas Empresas

•julho 26, 2010 • Deixe um comentário

A delegação de atividades tornou-se fator-chave para o sucesso organizacional. Através da delegação, líderes criam condições para que os membros de suas equipes se desenvolvam, o que é fonte importante de motivação e de soluções inovadoras.

Além disso, ao serem liberados das atividades de rotina da organização, líderes podem dar maior atenção ao mercado e clientes atuais, ao desenvolvimento de novos produtos, serviços e mercados, além de potenciais parcerias que possam garantir a sustentabilidade da empresa no presente e no futuro. Olhar para o mundo externo à organização é fundamental em um mundo que muda cada vez mais rápido.

Se a delegação de atividades é tão importante, por que alguns líderes resistem em delegar? Que aspectos podem facilitar a delegação de atividades?

Os fatores mais comuns pelos quais líderes resistem à delegação de atividades são:

– O líder ainda não desenvolveu o hábito de delegar atividades: quanto menos o líder dedica tempo a planejar a delegação de atividades, maior a sua sobrecarga, o que dificulta a delegação e torna-se um ciclo vicioso;

– Não existem pessoas disponíveis na equipe: a falta de delegação pode ser gerada pelo dimensionamento incorreto da equipe. Quando todos estão sobrecarregados, a delegação de atividades adicionais torna-se mais difícil;

– Os papéis e responsabilidades não estão claros na equipe: a ausência de clareza em relação aos papéis e responsabilidades dos membros da equipe dificultam a delegação, pois o líder, por vezes, não sabe para quem delegar e a quem responsabilizar quando a tarefa tiver sido muito bem-sucedida ou quando não tiver sido realizada com sucesso;

– A crença do líder de que “ele pode fazer melhor”: não delegar atividades porque o líder acredita estar melhor preparado para desenvolver as atividades faz com que preciosas oportunidades de desenvolvimento das pessoas da equipe sejam desperdiçadas. É válido lembrar que todo líder deve ser também um educador;

– A preocupação de que não irá dar certo ou de que o “aprendiz irá superar o mestre”: a preocupação de que a equipe não fará a atividade delegada com sucesso e que a responsabilidade pelo fracasso da atividade será cobrada do líder faz com que a delegação deixe de acontecer. Ao mesmo tempo, alguns líderes parecem temer o “efeito sombra” onde os membros da sua equipe podem superá-lo e, eventualmente, ameaçar seu papel organizacional. Tais líderes não percebem que ter uma equipe desenvolvida e bem estruturada pode impulsioná-los a desafios maiores na empresa.

Se os obstáculos à delegação são esses, como os líderes podem ultrapassá-los?

– Escolha com bons critérios as pessoas para as quais irá delegar: conhecer os talentos e o grau de experiência de cada membro da equipe são fatores-chave para a delegação bem-sucedida;

– Lembre que delegar é diferente de “delargar”: é importante que o líder acompanhe os membros da equipe durante a execução das atividades delegadas, buscando saber se estes precisam de algum tipo de apoio;

– Delegue a tarefa da forma mais completa possível, explicando em que contexto a atividade delegada está inserida: é importante que a pessoa que recebeu uma tarefa entenda o motivo pelo qual tal atividade é necessária. Ao invés de delegar o preenchimento de um formulário, por exemplo, tenha certeza de que a pessoa compreendeu todo o processo no qual este está inserido e seu impacto no resultado organizacional, de forma sistêmica;

– Transfira responsabilidade, autoridade e “cobrabilidade”: é importante que a pessoa que recebeu a tarefa compreenda que a responsabilidade por sua execução é dela. Além disso, também é importante deixar claro que a autoridade sobre a tarefa também lhe cabe, o que significa dizer que se esta precisar da contribuição de outras pessoas, ela terá a autoridade para solicitar ajuda e cobrar resultados;

– Faça a cobrança do resultado, mas deixe a pessoa realizar a tarefa do jeito dela: é importante que o líder entenda que, ao delegar uma atividade, a pessoa para a qual delegou provavelmente não a executará da mesma forma que o líder faria. Cada pessoa tem seu estilo. O importante é não interferir no estilo próprio dos membros da equipe, mas cobrar resultados com a qualidade necessária.

Podemos concluir que a delegação pode impulsionar fortemente o desenvolvimento organizacional. Poder contar com pessoas mais autônomas e capazes de tomar decisões torna a organização mais rápida, flexível e adaptável às mudanças do mundo externo, o que se transforma em velocidade e qualidade para o cliente, trazendo lucratividade ao negócio.

Deise C. Engelmann, Sincrony – Consultoria em Gestão de Pessoas

Atitudes para o equilíbrio da vida pessoal e profissional

•junho 16, 2010 • 2 Comentários

Em minhas andanças pela organizações, para falar de os “7 Hábitos da Pessoal Altamente Eficazes” como consultor da FranklinCovey Brasil e os processos de coaching que realizo, percebo um grande desequilíbrio sobre duas áreas de nossa vida, ou seja, a pessoal e profissional.
Tenho um amigo pesquisador, professor, conferencista que escreveu em seu livro, dedicado aos empreendedores os comportamentos que devemos ter para equilibrar as áreas importantes da nossa vida, pessoal e profissional.
Jerônimo Mendes, escreveu o seguinte (livro: Manual do Empreendedor, editora Atlas):

Estabeleça Prioridades: primeiro mais importante. O empreendedor será tomado por uma infinidade de compromissos inadiáveis, problemas insolúveis, colaboradores insatisfeitos e decisões  inevitáveis. Infelizmente, decisões impopulares e escolhas nem sempre agradáveis fazem parte do cotidiano dos empreendedores. Quando a atenção se volta para as coisas que realmente fazem  a diferença na vida do empreendedor, as prioridades são automaticamente estabelecidas e não ocorre perda de foco. Lembre-se: são  as prioridades que definem o grau de energia dispensado para o êxito dos negócios.
Gerencie seu Tempo: não seja um alienado, do tipo que leva o colchão de dormir para a empresa a fim de arranjar mais tempo de se dedicar ao trabalho. O ato de criar algo novo é divino; trabalhar é mais ainda, porém está comprovado que o excesso de trabalho e o controle excessivo do tempo são improdutivos. Quando o empreendedor estabelece prioridades e gerencia o tempo de maneira equilibrada, sobra mais tempo para preservar a qualidade de vida, os relacionamentos e o melhor aproveitamento das estratégias de negócios. Os negócios prosperam e o relacionamento flui melhor quando o tempo é compartilhado de forma equilibrada na vida pessoal e profissional. Creio que o empreendedor que pensa exclusivamente no trabalho, incluindo sábados e domingos, não pode almejar uma vida social consistente, principalmente no ambiente familiar.
Um Mínimo de Planejamento: organize suas atividades pessoais e profissionais para dar sentido e vazão à criação produtiva. A maioria dos empreendedores é orientada a pensar em anos, meses ou semanas, mas o dia seguinte também é importante para evitar desperdícios de tempo e energia vital. O que você deseja para o futuro, para o ano seguinte, para daqui a 10 ou 20 anos? Por mais óbvio que possa parecer, é importante colocar as idéias no papel, perseguir metas e objetivos, um ideal de vida, a fim de evoluir e sentir orgulho no futuro ao lembrar-se do ponto de partida.
Exercite a Flexibilidade: seja firme no seu propósito de vida e não abra mão de suas convicções, porém não se torne escravo da agenda e do planejamento. Nada no mundo é certo, exceto a morte, diz o ditado, ou seja, não sairemos daqui vivos. Além do mais, não se ter a pretensão de que o nosso pensamento é único. O empreendedor deve estar aberto para o pensamento alheio e este pode ser um grande aliado. A flexibilidade permite ajustar o foco e corrigir os desvios mediante uma nova perspectiva. O sucesso na área profissional jamais compensará o fracasso na área pessoal.
Atribua Responsabilidades: não tente ser o “dono do mundo”, ou melhor, o “dono da verdade”. A liderança e a criação são mais importantes do que a operação, portanto, no mínimo, delegue, defina responsabilidades, dissemine o conhecimento, estabeleça indicadores, estimule a participação e, feito isso, confie caso contrario, não haverá engajamento e todo o tempo do mundo será insuficiente para dar conta de tudo. Poucos líderes autoritários e centralizadores sobrevivem aos negócios, principalmente nas empresas familiares. Em casa não é diferente. A sociedade patriarcal está em extinção, portanto, a divisão de tarefas e responsabilidades são fatores que aliviam o fardo e proporcionam mais abertura ao diálogo e comprometimento entre as partes envolvidas.
Viva a Arte do Relacionamento: comece no círculo pessoal, respeite seus amigos, familiares e parentes. Converse, sorria, estimule as pessoas, encare a vida sob um olhar mais otimista. A “pressão financeira” é temporária e oscila de acordo com a dedicação e o empenho de cada um. Os relacionamentos ajudam na reconstrução dos negócios e da vida pessoal quando os revezes são inevitáveis. Empreendedores bem relacionados têm muito mais chance de prosperar nos negócios, qualquer que seja a atividade.
Pratique o Autoconhecimento: conhece-te a ti mesmo, lembra? Autoconhecimento requer sinceridade, autenticidade e simplicidade. Primeiro compreender para depois ser compreendido. Para conhecer a si mesmo é necessário refletir, analisar os pontos fracos e mudar as percepções equivocadas a respeito do mundo e das pessoas. Quando se conhecem as qualidades e os defeitos de si mesmo, o desejo de mudança flui com mais naturalidade e o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional se torna mais presente.
Seja Otimista: para tudo na vida existe uma ou mais saídas. Quando se compara determinada situação de dificuldade com outra dificuldade maior ainda ou com o que existe ao seu redor, conclui-se que a situação não é tão ruim quanto parece. Procure encarar os problemas abertamente, sempre sob um olhar otimista. A falta temporária de capital de giro, por exemplo, não deve ser problema maior do que a dimensão do conflito no Iraque. A sobrecarga de trabalho no fim do ano para atender a uma infinidade de pedidos não pode ser maior do que a falta de clientes e assim por diante. Pratique o otimismo em todas as coisas e os resultados fluirão naturalmente.
Tudo na vida é relativo: toda verdade é cientificamente verdadeira enquanto não é refutada, portanto, quando tudo lhe parece extremamente difícil, lembre-se de que uma situação desconfortável não permanece desconfortável para sempre. As crises oscilam e o importante é manter o equilíbrio necessário para suportar a pressão do “vale”e a alegria do “topo”em momentos que se alternam constantemente. Descobrir o que lhe faz feliz e realmente engajado é a única atitude para se encontrar a paz interior.
Lembres-se do Ócio Criativo: Domenico De Masi, precursor da teoria do ócio criativo, diz que para produzir mais, devemos trabalhar menos. Embora seja um assunto polêmico, dedique-se a não fazer nada de vez em quando e mergulhe no espaço vazio. Além de De Masi, Einstein e Deepack Chopra concordam plenamente que a solução está no espaço vazio, no intervalo entre um pensamento e outro, nas infinitas possibilidades que se abrem para as pessoas que, de vez em quando, não se preocupam com nada.

Por Iussef Zaiden Filho

O que conta é aquilo que não se conta

•março 5, 2010 • 2 Comentários

Em recente viagem ao interior de São Paulo, passei em frente a uma concessionária de automóveis e visualizei uma placa enorme em frente ao estabelecimento com os seguintes dizeres: 4.500 metros de área construída, a mais moderna concessionária da região com instalações próprias. Típica empresa da nova sociedade do conhecimento, pois vende serviços, no entanto a mentalidade da sociedade industrial.

O mercado está dando pouca importância para instalações próprias e para os 4.500 metros de área anunciados com efusividade pela concessionária.

O mercado quer atendimento, preço, condições de pagamento, serviço pós-venda. O mundo atual pede empresas “leves”, que tenham pouco ativo imobilizado (ativos tangíveis) e muitos ativos intangíveis (marca, relacionamento, talentos, cultura). Se possível, alugue tudo e não tenha nada próprio.

É muito difícil estabelecer este tipo de mentalidade em um país que tem na sua cultura o “bem de raiz” trazido pelos portugueses na época do descobrimento, onde o ter é mais importante que o ser. O ser é o que os americanos chamam de vantagem invisível. É uma vantagem que somente a empresa em questão compreende e utiliza, mas que os concorrentes não podem copiar com facilidade. Pessoas, idéias, conhecimento, relacionamento, sistemas, processos de trabalho, marca, local de trabalho e cultura não aparecem no balanço contábil ou em uma declaração de receita, no entanto, são condutores administráveis e normalmente quantificáveis de criação de valor corporativo. São a fonte da vantagem invisível.

A General Eletric prosperou muito sob o comando de Jack Welch, enquanto que a Westinghouse, que já havia sido uma séria concorrente, contratou 05 presidentes errados seguidos e finalmente se desintegrou.
A liderança de uma grande corporação, o presidente e a equipe que ele monta, pode fornecer uma vantagem invisível porque tem um grande impacto no desempenho e potencial da companhia. No Brasil, temos um bom exemplo das empresas na qual o grupo GP investe dinheiro, a grande maioria é muito bem sucedida com retornos sobre investimentos espetaculares. Motivo: estilo de liderança.

A consultoria Watson Wyatt estudou 405 empresas e identificou que uma equipe bem administrada pode acrescentar até 30% ao valor do mercado de uma empresa. Recentemente, uma empresa americana
de varejo comprou no Brasil uma rede de supermercados na região nordeste e pagou aproximadamente
duzentos e setenta milhões de reais (levou prédios, móveis, utensílios, frotas, centro logístico e tudo mais que possa contar). Esta mesma rede comprada possuía um cartão de crédito com uma penetração de mercado muito forte na região nordeste. Um banco de São Paulo arrematou a empresa de cartão por menos de duzentos e quarenta milhões. O que este banco levou para casa? Um CD com mais de dois milhões de nomes de clientes com excelente histórico de compras e scorecredit. O banco comprou o capital de relacionamento, e pouca importância deu aos ativos físicos e tangíveis.

Bancos, quando vão às compras, essencialmente estão comprando o capital do relacionamento dos adquiridos, e um pouco de capital intelectual. Valores incalculáveis pelos procedimentos contábeis normais, mas que possuem um valor significativo para agregação de valor ao negócio. As declarações contábeis tradicionais revelam apenas a ponta do iceberg. A Enron quando quebrou, faturava mais de 30 bilhões de dólares, quebrou por um problema invisível de ética, que veio à tona após uma denúncia anônima, junto com ela foi a clássica e prestigiada empresa de auditoria Arthur Andersen. O fato é que a natureza competitiva das empresas mudou do físico para o intangível, do visível para o invisível, do visto para o não visto. A natureza da geração de valor vem passando por uma mudança de paradigma. Saint Exupéry, em seu clássico livro O Pequeno Príncipe, teria dito: o essencial é invisível aos olhos.

Romeo Deon Busarello (Busarello)
Diretor Marketing Tecnisa
Professor da ESPM e IBMEC

Palestra Motivacional

•janeiro 12, 2010 • 1 Comentário

Para começar o ano um vídeo que dará ânimo para 2010.

Ser líder não tem nada a ver com ser chefe

•novembro 3, 2009 • 1 Comentário

No trabalho, entre amigos, em família, no seu grupo religioso… não importa. Basta que pessoas com objetivos comuns se reúnam, que sempre haverá aquela que se destaca, que pensa à frente e que acaba conduzindo o grupo nas decisões. Essa pessoa que atrai a atenção e a admiração do grupo é aquela que chamamos de líder. Você lidera ou manda? Liderança é uma capacidade que se conquista mais pelo respeito e pela admiração dos outros, do que por cargos nomeados ou ameaças. O verdadeiro líder é aquele em quem o grupo se espelha, e que serve como referência na hora em que cada uma dessas pessoas tem que tomar suas próprias decisões. Para ser líder, ao contrário do que muitos pensam, é preciso um alto índice de humildade e de generosidade. São essas características que tornam fácil o trânsito do líder, fazendo-o aproximar-se de todos sempre dentro de um ambiente de confiança. Na presença do líder as pessoas se sentem à vontade, seguras. O líder sabe a hora e a forma certa de repreender. Ele não humilha, nem expõe as pessoas ao ridículo, mas mostra a elas o que poderia ter sido feito melhor para o resultado que o grupo se propunha atingir. Pode até haver líderes que ocupam uma posição de chefia no grupo. Mas nem todo chefe é um líder de verdade. Para saber se um chefe é líder, basta avaliar o comportamento do grupo na sua ausência. Se quando vira as costas as máscaras caem e o comportamento das pessoas muda, é porque ele mais manda do que lidera. É muito provável que controle sua equipe mais pelo medo do que pelo respeito. Mas, se mesmo quando o chefe sai, o ambiente de respeito permanece para quem fica, aí sim temos um líder de verdade. A habilidade do líder é justamente extrair as habilidades individuais dos elementos da sua equipe, combinando-as na busca da sinergia. Explicar sinergia é fácil. Matematicamente, sinergia é quando o resultado da soma das habilidades das pessoas é muito maior do que a soma dos seus valores individuais. Uma adição que, na verdade, multiplica: um mais um não é igual a dois, mas sim a três, cinco, dez, mil. A química também explica a sinergia no momento em que dois elementos se combinam, formando um terceiro muito maior e mais poderoso. A água que bebemos é fruto da sinergia entre o hidrogênio e o oxigênio. Sinal evidente que o líder que percebeu essa e as outras tantas combinações naturais que temos à nossa disposição, realmente sabe das coisas.

 

Escrito por: Eduardo Zugaib (falecom at eduardozugaib.com.br) é profissional de comunicação, escritor e palestrante em criatividade aplicada ao crescimento pessoal.

OS LÍDERES

•outubro 14, 2009 • 1 Comentário

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*Luiz Gonzaga de Sousa

A humanidade sempre prescindiu do comando de um líder, a sua atuação, a sua formação, e a necessidade de sua existência para dirigir algo que precise de alguém que saiba melhor encaminhar os problemas que a sociedade está atravessando com muita dificuldade e falta de controle. Um chefe de família, um governador, um prefeito, um vereador, um deputado, um senador, um presidente, um presidente de sociedade de amigos de bairro, de um sindicato, um professor, um pregador evangélico quer seja católico, protestante ou espírita é um líder em sua função. Com este preâmbulo, é que se pretende investigar o real entendimento do que seja um líder, como o identificar, como o conceituar e informar para a sociedade a verdadeira consciência de uma liderança que tem como objetivo representar a todos que o nomearam como tal. Apesar de muitos historiadores terem um conceito de líder como uma função de comando, não se pode tomar este termo de maneira radical, mesmo que se exerça uma função com aparência de liderança, tal como fez Hitler, Mussoline, Strösner, Pinochet, Lenin, Stalin e muitos outros ditadores. O verdadeiro líder representa a idéia geral de uma determinada coletividade, sem sua escravização, sem levantar armas e sem impor suas idéias àqueles que necessitam de alguém que possa liderá-lo com muita sapiência e poder de convencimento perante os seus liderados. Líderes, que suas idéias ainda perduram e não precisaram usar armas, para que pudessem representar eficientemente uma coletividade, foram os grandes da história, tais como Jesus, Gandi, Moisés, e muitos e muitos homens ilustres que souberam falar e ser ouvido pelos seus liderados. Muitas pessoas confundem o verdadeiro significado do termo líder, quer dizer, aquele que comanda, sem dúvida pelo processo participativo, pelo convencimento da palavra e atuação de singular representante de um grupo, que sente as suas idéias estarem fielmente defendidas por aquele que sabe unir o pensamento da maioria. O líder é aquele que sabe congregar junto de si uma grande maioria de participantes, que desejam ser representados de direito e de fato, daí a humildade, a paciência de quem é candidato a líder de uma determinada sociedade que tem que organizar seus costumes e hábitos. O líder é convocado a tomar parte em um trabalho de representação, e nunca exige que seja conduzido ao comando de uma atividade que a maioria não deseja a sua presença, porque já foi visto como um ser egoísta, ganancioso, e, sobretudo, com idéias ditatoriais que não resistem. Um dos primeiros lideres do cristianismo atribuem a Moisés, que soube trabalhar a mente de seus concidadãos e conduzi-los para a “terra prometida” que eles acreditavam ter sido Deus que enviou esse irmão para tirá-los do cativeiro e proporcionar uma vida de bonanças e felicidades eternas. Moisés usou a paciência no propósito de conseguir os seus intentos, porém os seus dotes de filho de rei, também foram utilizados para que os seus súditos pudessem obedecê-lo em momento de investida que tinha com o poder sobre aqueles que não queriam ceder a liberdade de tais comandados. Neste sentido, ver-se o real propósito de um líder que conseguiu comandar aquele povo sofredor que precisava se libertar do julgo da ditadura do faraó que não aceitava um outro Deus, a não ser o seu poder, as suas ordens, e o seu comando. Depois veio Jesus o CRISTO que, de uma maneira totalmente diferente da de Moisés, tornou-se líder de uma população que precisava de um lenitivo para a sua vida, um direcionamento de suas idéias para que se sentisse mais próxima da verdade e da vida real, que é o caminho do amor e da paz. JESUS fez um trabalho totalmente diferente do de MOISÉS, porque não utilizou o princípio do olho por olho e dente por dente, mas orientou a todos para o amor ao próximo, a compreensão entre todos, e o entendimento de acordo com o seu nível espiritual. As mensagens de JESUS eram tão fortes que em final do século XX ainda estão bem vivas e modernas, como se fossem de hoje, como verdades incontestes e cheias de energias, para que todos se alimentem da luz maior na busca de trilhar pelas verdades divinas, em busca da eternidade. Somente nestes dois, ver-se o conceito real do que se deve entender por líder aquele que convence sem agredir, aquele que ensina sem o mando ditatorial de um poder belicoso, e aquele que sabe congregar as idéias das mais díspares para uma convergência das verdades eternas, o conduzir um rebanho com amor. O verdadeiro líder não impõe a sua forma de pensar, ouve calado, extrai o que é mais importante, e tenta convencer a todos, qual aquela que satisfaz aos que reivindicam alguns ganhos para a evolução de todos indistintamente para os que são a favor ou contra. MOISÉS e JESUS souberam liderar aquela massa despreparada para os verdadeiros caminhos de vida, que era a liberdade, o amor ao próximo, e a utilização dos reais ensinamentos para a compreensão da vida eterna que é o auto conhecer e entender os problemas dos demais. Além de MOISÉS e JESUS, o indiano Mahatma GANDI soube exercer o seu mandato de líder, quando trabalhou incansavelmente pela libertação de seu país, todavia, o seu lema não era a guerra bélica, mas resistir sempre, sem armas, somente com o convencimento da palavras, o uso da razão, cujo sangue não precisou ser derramado. Claro que lentamente, mas a libertação do povo indiano foi conquistada sem precisar de um exército sanguinolento que visse nas baionetas o poder singular de poder fazer retroceder os ideais de separação da Índia do poderio da Inglaterra. Nisto se tem um exemplo de um verdadeiro trabalho de liderança, cujo líder soube conduzir seu povo, ou seus irmãos para a sua verdadeira independência, que é a liberdade de ouvir e saber ouvir sem os insultos de inconseqüentes, mas de saber ser conseqüente e justo. Liderar é agir com amor frente aquela multidão que necessita de compreensão, de carinho e de boas maneiras no processo de ouvir a todos e extrair o melhor para a verdadeira caminhada da vida, sem conflito e sem implantar desilusão na mente daquele que delega a uma figura expoente os seus desejos. Assim foi feito com MOISÉS quando levou seu povo do Egito, com JESUS quando teve os seus seguidores por toda a Galiléia e Jerusalém, pregando amor nas mentes daqueles que traziam rancores de seus desafetos daquele momento de alguma vida passada. GANDI também saiu à frente de seus irmãos indianos querendo liberdade para seu país que vinha sendo usurpado pela ditadura do governo inglês, que em momento algum, pensou negociar com os liderados por GANDI uma saída diplomática para o problema de seu país. Neste sentido, pode se ter dois conceitos o termo líder, tanto pelo lado da maldade da ditadura, ou da escravidão, como do lado da bondade, ou do uso da razão, tal como fez JESUS, GANDI e muitos e muitos outros que a história não menciona, dadas as condições individuais de não importância política. Em sendo assim, deve-se sempre tomar o termo liderança com o objetivo de fazer o bem, e o de ajudar a toda essa humanidade a procurar se auto conhecer, para se ter liberdade de conhecimento para poder ajudar aos demais que estão precisando de luz e felicidade. Um líder é muito mais do que um cargo de comando, porque envolve conhecimento, paciência, e muito discernimento em tudo que se está ouvindo, para quando for emitir a sua opinião, poder com certeza, emitir juízo ao trabalho que deverá atender a todos que estão em sua infância espiritual. Além de GANDI, que não usou a violência para liderar o seu povo a sair da opressão dos ingleses, o líder americano Martin Luther KING também utilizou a princípio, a mesma estratégia com objetivo de eliminar a segregação racial existente nos Estados Unidos da América do Norte que ainda hoje perdura com muita força. Este grande movimento partia do princípio de que, com violência não se chega a lugar algum, apenas pode abafar alguns levantes, contudo, ao se ter qualquer liberdade, este fogo aparece muito mais forte, causando distúrbios bem maiores do que deixasse que fluísse normalmente. A força não tem o poder de resolver nada apenas tolhe o avanço do processo de consciência, que é todo objetivo do ser humano que deve caminhar sob o comando de suas idéias em confronto com as demais, sempre ouvindo com paciência e poder de entendimento. O espiritismo ensina isto com clareza a todos que param um pouco para ouvir os ensinamentos espirituais, não como ditadura, não como imposição, mas como conselho no processo de entendimento da vida e sua auto descoberta para saber o que está acontecendo com os seus atos, e seus efeitos. A espiritualidade não quis se intrometer na maneira como os seres humanos conduzem as suas vidas, contudo quis mostrar alguma experiência para que todos pudessem compreender a lei do amor, sem imposição de um ditador, nem criando o medo como forma de pressão. “O Livro dos Espíritos” foi ditado por irmãos de todos que estão encarnados, tendo em vista conhecerem as carências que todos estão submetidos, nomeando um líder para transcrevê-lo, recaindo então em Denizard RIVAIL, depois cognominado de Allan KARDEC. Com isto não se tem mais um líder que surge, porém um escolhido para servir de interprete às mensagens espirituais, como forma de coordenar melhor os ensinamentos da Igreja Católica, Protestante, e algumas outras que não estavam ou não estão, conduzindo bem os ensinamentos para uma pureza espiritual. KARDEC foi tomado como líder porque o seu nível espiritual estava a altura de poder pronunciar verdades para todos aqueles que se enveredavam por caminhos sectários, ou de fanatismos, sem a compreensão necessária do seu eu, frente a todo tipo de inferioridade que pairava no mundo. Denizard RIVAIL significava uma vida, um intelectual que tinha seriedade em seus trabalhos que produzia, todavia, KARDEC congregava muitas vidas, e tinha maior serenidade no processo de codificação de uma mensagem que iria direcionar toda uma comunidade. Finalmente, entender a questão de liderança é muito difícil, porque tanto pode significar aquele que conduz alguém, ou algum grupo para o bem, como também pode ser aquele que orientou um grupo bem maior para o mal, como é próprio do ser humano que se alimenta da materialidade ou da inferioridade. Necessário se faz que se medite mais um pouco pelo que se entende por liderança, e procurar proporcionar a todos o verdadeiro conceito de como orientar alguém que necessita de qualquer orientação para a sua vida, nos mais diversos sentidos possíveis. Este é o sentido maior de procurar entender o que se sabe sobre líder, tendo em vista que o mundo criou seu próprio conceito e tem divulgado de maneira errada a todos que se apossam dos ensinamentos, sem o mínimo de questionamento, de saber o verdadeiro sentido das coisas materiais ou não.

A arte de liderar

•setembro 25, 2009 • Deixe um comentário

O mundo de hoje está mudando de uma forma extraordinária… as mudanças antigamente levavam décadas para acontecer e hoje estão acontecendo em meses e às vezes até em dias….

Com isso, o Líder de hoje é muito diferente do de antes, pois ele deve ser muito mais um sábio do que um técnico… deve acompanhar todas as mudanças… além disso antigamente o bom Líder era aquele que sabia mandar, e hoje ele deve saber compartilhar e investir nas pessoas para que elas dêem o melhor de si mesmas.

Quando falo sobre o Líder, estou falando de qualquer pessoa, de qualquer idade, que atue na Vida desta maneira… pode ser uma criança liderando seus amiguinhos na hora de brincar; um adolescente liderando sua “tribo”; uma dona de casa liderando seu lar; um atleta liderando seu time; um gerente liderando seus colaboradores…..

Liderar é uma maneira de agir, uma maneira de ser, não é algo somente de fora, somente para outros, para pessoas famosas. É uma parte natural da Vida.

Liderar é desenvolver a visão do que é possível e ser capaz de inspirar outros a ajudá-lo a realizar estas possibilidades.

Ser Líder significa desenvolver competência e talento internos completamente.

Vivemos em Sistemas o tempo todo… começando pelo nosso Sistema Interno (partes e órgãos internos), nosso Sistema Familiar, Profissional, Social, Comunitário, até o Sistema da Natureza, o Sistema Solar, o Universo… fazemos parte direta ou indiretamente de todos eles e eles interferem em nossas Vidas.

Então, para ser um bom Líder, a pessoa precisa primeiro saber liderar bem seu Sistema Interno pois sem Auto-Conhecimento, sem conseguir “dirigir seu próprio carro”, como é que alguém pode querer dirigir outras pessoas? Antigamente víamos líderes que só sabiam mandar e que perdiam completamente o controle de si mesmos por coisas bem pequenas… hoje estes perdem é a condição de serem líderes!!!

Depois a pessoa deve conhecer os Sistemas que fazem parte de sua Vida para poder viver de forma congruente. Não tem nada mais desagradável do que alguém que quer ser Líder falar algo e fazer outra coisa diferente… ou seja, não agir de forma congruente com suas palavras.

Em Inglês há a expressão “walking my talk” que fala exatamente sobre isso… quando o Líder fala uma coisa e faz outra, como conseqüência perde credibilidade.

Outra coisa muito importante nos dias de hoje é a filosofia do “ganha/ganha”, ou seja, o bom Líder é aquele que sempre age de forma que todos os envolvidos saiam ganhando… o Líder que “passa por cima” das pessoas está “por fora”!!!

Hoje e cada vez mais o mundo está transformando a Competitividade pela Cooperação e o Líder deve ser o primeiro a atuar desta forma.

Líderes! Vamos juntos ajudar o Mundo a completar esta transformação!

Texto:   Texto: * Deborah Epelman – NLP Advanced Trainer
e-mail: deborah@pac.com.br