Com a Boca Fechada

•Julho 3, 2009 • Deixe um comentário

Erros acontecem, porém depois de uma mancada é necessário assumir as conseqüências para que os danos sejam amenizados. Para falar sobre o assunto encontrei um texto da Letícia Colombini.

Ninguém está a salvo de cometer uma ou outra gafe de vez em quando. O problema é quando as pessoas, traídas, sobretudo pela tendência de falar demais, e de forma irrefletida, tornam-se reféns da própria língua solta. Algumas mancadas, com o tempo, podem se transformar em histórias pitorescas e engraçadas, dignas de ser registradas para a posteridade. Mas, no momento em que ocorrem, geram constrangimento, ofendem ou ferem os sentimentos alheios e podem arruinar negócios, relacionamentos e até mesmo amizades.

A boa notícia é que, apesar de não ser possível voltar no tempo ou engolir as palavras, os psicólogos já conhecem maneiras de evitar futuras saias-justas. Também há dicas para se recompor e conviver com o mal-estar e o arrependimento provenientes de alguns furos.

Como Evitar:

Regras básicas para não cometer gafes
· Falar menos e pensar mais – É o passo mais importante. “Ao contrário dos animais, que agem por instinto, é esperado que o ser humano pense, processe o que quer dizer e, só então, diga”, explica Maria Aparecida Araújo, consultora de Comportamento Profissional e Etiqueta Social.

· Evite os rótulos fáceis – Durante uma conversa, é preciso ter cuidado com generalizações, o que inclui fazer piadas de português ou falar mal de advogados, por exemplo. A chance de ofender algum interlocutor – ou um parente dele – é enorme.

· Não tente presumir algo sobre alguém – A clássica gafe da mulher que, diante da barriguinha da vizinha, pergunta quando vai nascer o bebê, ou se é menino ou menina – somente para descobrir que ela não está grávida, apenas meio gordinha.

· Fugir dos assuntos controversos – Aqueles temas que podem facilmente exaltar os ânimos são encrenca na certa. A não ser que você esteja cercado de pessoas que compartilham de suas opiniões, fuja a todo custo de temas como aborto, pena de morte, reforma agrária e afim.

· Cuidado com perguntas invasivas – No lugar de “quanto você ganha?”, “quantos anos tem?”, ou “é sua filha?”, é melhor optar por comentários abertos e elogiosos (respectivamente: “é uma profissão interessante, né?”, “seu vestido é fantástico” e “que menina linda”).

· Nada de ser taxativo – Ser imperativo nas colocações está fora de questão. Dizer que é ‘to-tal-men-te contra’, que ‘ama’ ou ‘odeia’ alguma coisa, digamos, coloca o outro contra a parede, não deixando brecha para que ele se posicione ou saia pela tangente.

Como Remediar:

· O que fazer depois de cometer o ato falho – Desculpar-se. De preferência, na hora. ‘A atitude dá a entender que, além de assumir seu erro, você respeita os sentimentos do outro’, diz Maria Aparecida. Mas, se a gafe for devastadora, é melhor mudar de assunto ou sair de fininho.

· Compartilhar o erro – “Dividir com um amigo seu constrangimento pode fazer com que o problema ganhe uma nova perspectiva”, diz o psicólogo Waldir Bíscaro. “O outro pode relatar as próprias mancadas, eventualmente bem piores que as suas, o que servirá para lembrar que todos nós erramos”.

· Anotar – Uma recomendação é passar os incidentes do gênero para o papel. Assim, fica mais fácil identificar eventuais semelhanças entre eles. Você pode acabar se dando conta, por exemplo, de que seus deslizes verbais acontecem durante situações desconfortáveis, formais demais, ou com gente que acaba de conhecer. E aprender a evitar o próximo.

Chegou a aposentadoria. E agora??

•Junho 26, 2009 • Deixe um comentário

 

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Tantas idéias, desejos, vontade de continuar produzindo, mas, o que fazer de fato? Chegou o momento de lidar com a aposentadoria. Como passou rápido… De fato, quando chega o momento em que os profissionais se deparam com a mudança tão significativa e que exige o repensar sobre o que fazer e que nova rotina criar, os questionamentos são inúmeros e o desejo de encontrar alternativas que a princípio são desconhecidas ocupa grande parte do pensamento.

Mais do que nunca as empresas têm se dedicado à construção de programas de preparação para a aposentadoria, com foco na compreensão do que é aposentadoria, o que este momento significa para os profissionais que chegam a esta etapa da vida e como lidar com a mudança que naturalmente ocorre.

No início do século XX um dos resultados da luta da classe operária foi pela conquista da proteção dos operários mais velhos, gerando legislação previdenciária, porém, como defende Magalhães em A Invenção Social da Velhice, o foco desta conquista não foi na ocasião a vida após o trabalho e sim a defesa e o amparo financeiro dos mais velhos.

As velhas teorias utilizadas para o processo de aposentadoria contribuíram com o preconceito em torno do aposentado. Entre elas podemos citar a ‘teoria do desengajamento’ que preconizava o afastamento progressivo do indivíduo do seio da sociedade e visto como necessário, pois desta maneira o trabalhador teria um tempo maior para suas realizações, uma vez que entendiam que estava próximo à morte.

A ‘teoria da atividade’ que se contrapunha a anterior, continha em sua essência a idéia contrária à passividade, mas concordava com a primeira na medida em que esperava que a própria sociedade encontrasse atividades alternativas para os idosos excluídos da produção.

O que muda hoje? Estudos sobre a expectativa de vida demonstram o aumento gradativo da média de vida de homens e mulheres. E vida com qualidade, graças ao avanço da ciência. Veja, com relação as mulheres, pesquisas demonstram que as brasileiras vivem atualmente seis anos a mais do que os homens. Conforme dados do IBGE, há a demonstração de que a esperança de vida ao nascer, para o ano 2020 será de 75 anos, sendo 72 anos para os homens e 78 anos para as mulheres.

Acompanhamos a mudança de comportamento das pessoas incluindo as mais velhas e em paralelo o fortalecimento da cultura que entende o envelhecimento como fator biológico e não psico-socio-espiritual. Portanto, o desejo de produzir e de continuar atuante na sociedade é atual, é parte presente de homens e mulheres que alcançam a maturidade. Desta forma concluímos que a preocupação com a aposentadoria, apesar de não ser um tema atual, não encontrou no passado contexto tão propício para a sua aplicação. Os profissionais se aposentam de uma situação de trabalho e não das suas vidas.

Pensar e planejar o momento da aposentadoria é viver o direito de escolher a forma como cada um quer colher o que plantou até o momento. É viver o que chamamos de Terceira Carreira. Na primeira carreira ele desenvolveu conhecimento, buscou certificação e se preparou para o mercado de trabalho. Na segunda, aplicou, inovou, multiplicou o conhecimento e enfrentou os desafios de um ambiente onde as mudanças foram e continuam sendo uma constante. A aposentadoria é a sinalização da chegada da terceira fase onde é possível planejar e exercer o direito de escolha por uma vida produtiva, saudável e feliz.

Assessorar estes profissionais a encontrarem dentro de si as respostas para esta nova fase é o que realmente os programas de preparação para aposentadoria devem ter como objetivo. Por quê? Porque esta é a hora para se reinventar.

Escrito por: Ivonette da Nova Cardozo Graduada em Psicologia. Especialista em Psicologia Organizacional e do Trabalho. Pós graduada em Gestão de Pessoas pela FGV e formação pela SBDG. Elabora, aplica e coordena Programas de Desenvolvimento no conceito de Educação Continuada, Diagnóstico e Clima Organizacional, e demais processos em Gestão Estratégica de Pessoas pela CC&G Gestão de Pessoas.

 

Sugestão de leitura

•Junho 22, 2009 • Deixe um comentário

John Maxwell escreve que o sucesso de um líder se resume a 21 princípios básicos. A esses princípios chamou de leis, pois para alcançar o sucesso é necessário segui-las. O resultado é um material imprescindível para todos os que desejam liderar com eficiência e fazer seguidores.

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  • Autor: JOHN C. MAXWELL
  • Ano: 1999
  • Edição: 1
  • Número de páginas: 243
  • Segundo o resumo, esta é uma obra capaz de influenciar e transformar grandes idéias em realidade.

    Só existe hoje

    •Junho 16, 2009 • 2 Comentários

    Aproveite bem o seu dia…

    Por Adriano Silva | 04/06/2009 Revista Exame

     ”Aí um dia você toma um avião para Paris, a lazer ou a trabalho, em um vôo da Air France, em que a comida e a bebida têm a obrigação de oferecer a melhor experiência gastronômica de bordo do mundo, e o avião mergulha para a morte no meio do Oceano Atlântico. Sem que você perceba, ou possa fazer qualquer coisa a respeito, sua vida acabou. Numa bola de fogo ou nos 4 000 metros de água congelante abaixo de você naquele mar sem fim. Você que tinha acabado de conseguir dormir na poltrona ou de colocar os fones de ouvido para assistir ao primeiro filme da noite ou de saborear uma segunda taça de vinho tinto com o cobertorzinho do avião sobre os joelhos. Talvez você tenha tido tempo de ter a consciência do fim, de que tudo terminava ali. Talvez você nem tenha tido a chance de se dar conta disso. Fim.

     Tudo que ia pela sua cabeça desaparece do mundo sem deixar vestígios. Como se jamais tivesse existido. Seus planos de trocar de emprego ou de expandir os negócios. Seu amor imenso pelos filhos e sua tremenda incapacidade de expressar esse amor. Seu medo da velhice, suas preocupações em relação à aposentadoria. Sua insegurança em relação ao seu real talento, às chances de sobrevivência de suas competências nesse mundo que troca de regras a cada seis meses. Seu receio de que sua mulher, de cuja afeição você depende mais do que imagina, um dia lhe deixe. Ou pior: que permaneça com você infeliz, tendo deixado de amá-lo. Seus sonhos de trocar de casa, sua torcida para que seu time faça uma boa temporada. Suas noites de insônia, essa sinusite que você está desenvolvendo, suas saudades do cigarro. Os planos de voltar à academia, a grande contabilidade (nem sempre com saldo positivo) dos amores e dos ódios que você angariou e destilou pela vida, as dezenas de pequenos problemas cotidianos que você tinha anotado na agenda para resolver assim que tivesse tempo. Bastou um segundo para que tudo isso fosse desligado. Para que todo esse universo pessoal que tantas vezes lhe pesou toneladas tenha se apagado. Como uma lâmpada que acaba e não volta a acender mais. Fim.

    Então, aproveite bem o seu dia. Extraia dele todos os bons sentimentos possíveis. Não deixe nada para depois. Diga o que tem para dizer. Demonstre. Seja você mesmo. Não guarde lixo dentro de casa. Não cultive amarguras e sofrimentos. Prefira o sorriso. Dê risada de tudo, de si mesmo. Não adie alegrias nem contentamentos nem sabores bons. Seja feliz. Hoje. Amanhã é uma ilusão. Ontem é uma lembrança. No fundo, só existe o hoje…”

     

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    O líder olhando a crise…

    •Junho 10, 2009 • Deixe um comentário

    O texto de Albert Einstein sobre a crise é de fato inspirador. Vamos em frente 2009!

     “Não pretendemos que as coisas mudem se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor bênção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos. A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias. Quem supera a crise supera a si mesmo, sem ficar superado. Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias violenta seu prórpio talento e respeita mais aos problemas do que às soluções. A verdadeira crise é a crise da competência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e as soluções fáceis. Sem crise não há desafios; sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo. Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora que é a tragédia de não querer lutar para superá-la”

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    Sustentabilidade como fator primordial

    •Junho 4, 2009 • Deixe um comentário


    Um líder sustentável consegue contribuir decisivamente para a continuidade e a perenidade do negócio. Veja o que é ser um líder sustentável na palestra feita pelo professor Luiz Carlos Cabrera.

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    Muito se tem falado, desde o início da década de 90, em sustentabilidade. As empresas têm levado esse tema para suas estratégias, seus negócios e seu dia-a-dia. Algumas por convicção, outras por necessidade, a verdade é que a maior parte das companhias inseriu os conceitos de desenvolvimento sustentável na atuação empresarial.

    Segundo o professor, headhunter e empresário Luiz Carlos Cabrera, o melhor conceito de desenvolvimento sustentável foi criado por Gro Harlem Bruntland, ex-ministra da Noruega, em 1987: “Desenvolvimento sustentável é suprir as necessidades da geração presente sem afetar as habilidades das gerações futuras de suprir as suas”.

    Isso quer dizer que não precisamos salvar o mundo ou partir para teorias mirabolantes que coloquem tudo em ordem em um passe de mágica. O fundamental é fazermos o melhor que pudermos, sem atrapalhar o desenvolvimento futuro, buscando conciliar, nas atividades diárias, o equilíbrio entre os aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais. É prover o melhor agora para as pessoas, o planeta e o meio ambiente, para que as próximas gerações possam fazer o mesmo.

    Agindo dessa forma, enfatiza Cabrera, estamos contribuindo para a continuidade e a perenidade das boas práticas, dos resultados adequados nos negócios e das estratégias sustentáveis.

    E isso exige um novo tipo de liderança. Uma liderança que seja sustentável. 

     

    As características de um líder sustentável

    Basicamente, o líder sustentável deve atender quatro grandes requisitos: 

    1) Ter foco no resultado

    Para Cabrera, o resultado deve ser economicamente viável, justo e promover a perenidade do negócio. O resultado tem que ser justo e admirado, sem extrair valor dos bens e serviços. E o foco na perenidade garante o equilíbrio entre os públicos com os quais a empresa se relaciona (stakeholders) e o atendimento às necessidades dos acionistas.

    Além disso, a estratégia de negócios tem que estar alinhada à evolução do “corpo social” da companhia. Esse “corpo social”, composto por colaboradores mais acionistas, é que define a afinidade com a estratégia de atuação. “A estratégia tem que estar em linha com o DNA da empresa e ser feita de acordo com as competências do seu ‘corpo social’”, destaca Cabrera. 

    2) Promover ações socialmente corretas, com foco no crescimento das pessoas

    Conforme o professor Cabrera, se você é um líder socialmente correto, as ações têm que promover o crescimento das pessoas à sua volta. Entenda-se crescimento em todos os sentidos – em termos de conhecimentos, sentimentos e espiritualidade.

    Como fazer isso?

    - Demonstrando genuíno interesse pelas pessoas, por meio de ações que gerem comprometimento.

    - Estando disponível para as pessoas.

    - Ouvindo os outros, atentamente.

    - Sendo íntegro.

    A integridade é uma marca essencial no líder sustentável. Tem a ver com a sua postura no dia a dia, se comportando como a mesma pessoa em todos os papéis sociais: chefe, subordinado, colega, pai, mãe, marido, esposa, filho(a), amigo(a), etc.

    - Ensinando.

    No mundo atual, informação compartilhada é sinônimo de poder. Mas não basta partilhar a informação. É preciso saber dividir, de maneira pedagógica, para que o conceito passe a ser, também, propriedade de quem recebe a informação.

    - Apoiando o fechamento dos ciclos das pessoas.

    Cada um tem vários ciclos na vida. Na empresa, uma pessoa pode estar começando um projeto, sendo promovida, mudando de cidade para assumir outro posto, e assim por diante. Compreender e ajudar as pessoas a fechar seus ciclos é muito importante.

    - Liderando pelo exemplo.

    Isso é essencial, pois constroi uma relação de confiança e comprometimento. Não basta falar. Tem que fazer. 

    3) Promover ações culturalmente aceitas, praticando e zelando pelos Valores

    Os Valores são o eixo central da cultura de uma pessoa ou de uma empresa, ensina Cabrera. Fundamentalmente, os Valores representam a maneira pela qual um indivíduo ou grupo de indivíduos lida com as coisas da vida e faz seus julgamentos. E, para se tornarem reais e tangíveis, os Valores precisam ser operacionalizados e estar atrelados a histórias que possam ser contadas e compartilhadas. “Quando você acredita em alguma coisa, é uma crença; se você faz alguma coisa com base em conceitos que você tem em seu DNA, isso é um valor”, explica o professor.

    Por isso, os Valores passam de geração para geração, e modernizam-se com a operacionalização.

    Assim, você, gestor sustentável:

    - Use os Valores como bússola para a tomada de decisões.

    - Seja o zelador dos valores da empresa. 

    - Seja ético. E o que é ser ético? “É ter uma pauta de conduta em que os indivíduos são levados a formular princípios que devem valer tanto para eles como para os outros” (Leandro Konder).

    A liderança sustentável pressupõe uma atuação ética. 

    - Pratique a política do “bem”. Todo ser humano é político, em menor ou maior grau, e a vida corporativa é essencialmente política. O líder sustentável é um “político do bem”. Segundo Luiz Carlos Cabrera, “a ‘Política do Bem’ é um exercício ético de promover e sustentar alianças e parcerias focadas no bem comum.

    4) Atuar no ambiente de forma ecologicamente adequada

    A preocupação com o meio ambiente implica em trabalharmos para a preservação e conservação de recursos naturais e ecossistemas. Para Cabrera, significa cuidar do ambiente hoje sem inibir as próximas gerações de cuidar do futuro. Significa ter uma causa comum, que congregue todo o sistema social da empresa.

    Significa também cuidar de cada decisão empresarial avaliando seu impacto ecológico. Todas as nossas ações reverberam no meio ambiente.

     Fonte: HSM Online

    Perdigão + Sadia= “Pororoca Cultural” à vista

    •Junho 2, 2009 • Deixe um comentário

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    Sardigão ou Perdiguia, eis a questão! Comprar ou fundir empresas é fácil. Difícil é tornar produtiva a inevitável pororoca cultural.

    A análise das causas do insucesso de várias transações de fusões e aquisições empresariais têm deixado claro que comprar uma empresa é a parte mais fácil da operação: o sucesso das fusões tem esbarrado no desafio de liderar culturas empresariais completamente diferentes. A compra em si, a nova estrutura jurídico-societária e o novo organograma são relativamente fáceis de montar. A parte mais complexa começa na manhã seguinte, quando pessoas oriundas de culturas bastante diferentes têm de conviver sob o mesmo teto.

    A principal determinante da frustração de operações que pareciam bem boladas não é encontrada na falta de mercado, nem de capital e muito menos de tecnologia – reside na “pororoca cultural” imagem que bem ilustra esse choque de pessoas obrigadas a uma forma de comando diferente daquela a que estavam habituadas.

    Infelizmente a construção de uma nova cultura empresarial tem sido uma fonte mais de conflito que de sinergia entre as empresas. O curioso é que essa “pororoca” se faz ouvir a quilômetros de distância mesmo quando as empresas que se fundem atuam no mesmo ramo de negócio – e não apenas quando são de segmentos diferentes ou complementares.

    Contam-se nos dedos os casos de sucesso, que funcionam como as exceções que justificam a regra. Para não ser indelicado com as empresas brasileiras que se fundiram recentemente e que lutam para tornar viável o sonho compartilhado antes da fusão – algumas delas tiveram seu valor de mercado destruído e acabaram perdendo mercado, talentos ou caixa – lembremos do já clássico exemplo da Hewlett Packard com a Compaq, que custou a cabeça da outrora bem sucedida megaexecutiva, a Carly Fiorino.

    No anunciado caso da fusão da Perdigão com a Sadia, o que você acha que vai acontecer? Será a regra ou a exceção? A copresidência do Conselho de Administração vai funcionar? Será que os 2 presidentes têm o mesmo nível de afinidade que Roberto Setúbal e Pedro Moreira Salles (fusão Itaú e Unibanco) cujos laços familiares foram sedimentados pelos respectivos patriarcas durante décadas? Como a Previ, sócio majoritário, vai conviver com essa divisão de bola? E esse período de transição de uma ano será salutar para a futura fusão ou vai inviabiliza-la? Como será o comportamento da Sadia que há pouco tempo tentava comprar a Perdigão e agora com o peso do endividamento de R$ 8 bi está tendo que aceitar essa negociação salvadora com o concorrente? Afinal como será esse novo gigante de 100 mil funcionários e que promete faturar mais de U$ 10 bilhões? Está nascendo a Sadigão ou a Perdiguia?

     

    Escrito por: César Souza, dia 14 de Maio de 2009

    Como gerenciar tropeços

    •Maio 27, 2009 • Deixe um comentário

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    O expert norte-americano em pesquisas de opinião pública, Stan Greenberg, acaba de publicar em seu novo livro DISPATCHES FROM THE WAR ROOM o relato sobre como alguns líderes mundiais gerenciaram tropeços após assumirem os cargos sem conseguir cumprir suas promessas de campanha – Bill Clinton, Tony Blair, Nelson Mandela dentre outros. O que distingue os melhores líderes – daqueles apenas medíocres – que eles aprendem com os tropeços, ajustam suas causas iniciais e acabam se saindo bem.

    Mandela por exemplo, foi sábio o suficiente para assumir que não trouxe as mudanças prometidas, mas contou uma história convincente explicando a lentidão dos avanços e apontando os progressos, o que permitia que as pessoas tivessem esperança sobre mudanças no futuro.

    Barack Obama, negro, com sobrenome muçulmano e tido como a promessa de mudança para o país e para sua política global conseguirá manter as mudanças para mudar verdadeiramente o rumo do desenvolvimento? Ele vai conseguir suportar esse cargo? Será que ele precisará ler o livro do Stan Greenberg ou vai conseguir se superar?

    Já dizia o grande escritor mineiro Fernando Sabino “faça de uma eventual queda um passo de dança”, conselho que cai como uma luva para líderes.

    Lider: o primeiro a entrar e o último a sair

    •Maio 13, 2009 • 2 Comentários

     

    Numa noite dessas assisti o filme “Fomos Heróis”, que conta a história da primeira batalha sangrenta da Guerra do Vietnã, em que lutaram 400 soldados do exército norte-americano. Com Mel Gibson, Madeleine Stowe, Greg Kinnear, Chris Klein e Barry Pepper.

     

    Em um determinado momento comecei a pensar que belo líder precisa ser um comandante de uma tropa militar para conseguir motivar seus subordinados para irem confiantes para a guerra.

    Assim, como em qualquer equipe o líder é aquele que é o primeiro a entrar e o último a sair. Aquele que precisa motivar, não importa a situação que a equipe se encntra. Vale a pena acompanhar o discurso realizado antes dos soldados irem para a guerra.

     

    Como lidar com pessoas que você não suporta

    •Maio 12, 2009 • 1 Comentário
    Hoje trago um texto escrito por Letícia Colombini que fala sobre um problema que pode acontecer em qualquer ambiente de trabalho. Conviver com pessoas não é uma tarefa fácil, porém quando se é um líder é necessário encontrar alternativas de relacionamento para que não interfira no resultado do trabalho. Segue o texto:
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              Às vezes você tem vontade de mandar acorrentar o seu chefe brucutu num rochedo, para um abutre lhe devorar o fígado? No trabalho, tem que aturar gente que só fica enrolando, enrolando e nunca decide nada? Já está cansado de ouvir dos “frentes-frias” de plantão “não vai dar certo” ou “não tenho nada a ver com isso”? A úlcera ataca só de ouvir a voz do “sabe-tudo” do escritório, que parece que vive testando a sua paciência? Pois é. Ninguém está imune a conviver com gente insuportável. “Esse pessoal pode tomar sua vida estressante e desagradável, impedindo-o de alcançar metas importantes”, dizem os médicos americanos Rick Brinkman e Rick Kirschner, autores do livro Como Lidar com Pessoas que Você Não Suporta (Editora José Olympio). Especializados em questões relacionadas ao bem-estar psíquico e emocional, eles estenderam seus domínios para além do consultório e hoje também prestam consultoria a empresas como AT&T, Hewlett-Packard, Texaco e Quaker. Veja alguns de seus conselhos para lidar com essa turminha difícil de engolir:

    1) Em primeiro lugar, pare de perder tempo reclamando. Ficar sofrendo e praguejando porque o outro não muda não ajuda em nada. Ao contrário, a frustração e as divergências tendem a piorar, o que pode acabar comprometendo seu moral e sua produtividade.

    2) Tente mudar de opinião sobre quem você não suporta. É difícil, sem dúvida. Mas talvez a tal criatura não seja assim tãããão intragável quanto você imagina. Respire fundo e procure ver o que ela tem de bom. Ouço-a de verdade. Aproxime-se dela. Ao mudar seu comportamento, a figura também aprenderá novas formas de agir com você.

    3) Enfatize as semelhanças. Para se relacionar bem (ou menos mal) com alguém cujo santo não bate com o seu, o primeiro passo é encontrar alguma afinidade, algum interesse comum. Você já não se viu conversando com alguém e de repente descobriu que ambos cresceram na mesma cidade ou estudaram no mesmo colégio? Nessa hora, as diferenças e as distâncias tendem a diminuir.

    4) Você quer ser ouvido e compreendido? Pois então trate, antes, de ouvir e compreender. Dê ao fulano abertura para ele falar o que quiser – sem fazer cara de tédio, é óbvio. Ao saber o que ele pensa e sente, a probabilidade de também querer escutar o que você tem a dizer aumenta consideravelmente.

    5) Esclareça. Ao ouvir o que a pessoa quer falar, demonstre interesse. Como? Fazendo perguntas que exijam mais que um grunhido como resposta, bem entendido: “Do que está falando?” , “A que está se referindo?” ,“Onde aconteceu?” , “Quando?” , “Como?”.  A capacidade de fazer perguntas certeiras é fundamental para obter as respostas que você quer.

    6) Seja franco. Muito mais eficiente do que se supõe, a melhor política para conseguir o melhor das pessoas é estabelecer com elas um diálogo honesto e construtivo. Mas antes procure criar um clima de confiança e harmonia. Ou o tempo pode fechar…

    7) Não perca a cabeça. Todo mundo sabe que quando um não quer, dois não brigam. Sim, arme-se de paciência. Durante uma conversa ou uma reunião, quanto mais você discordar, mais iminente será a briga. Posicione-se, mas refreie os impulsos de levar a coisa para o lado pessoal. Não se queime à toa…

    8) Às vezes, a melhor opção é capitular. Nem todos os problemas têm solução, e alguns deles simplesmente não compensa resolver. Se a situação está insustentável, se tudo o que faz ou diz só piora as coisas e você acredita que a situação degringolou mesmo, lembre-se de que a prudência vale mais que a coragem. Fique na sua. Ou desista de vez.